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sexta-feira, 25 de abril de 2014

PARABÉNS CONTABILISTA

o mundo vem mudando rapidamente e os princípios éticos são violentados cada
instante, por um número incontável de pessoas. Vivemos numa época em que
o sucesso é mais importante do que o caráter e os resultados numéricos valem mais do que a pessoa. Todos os dias nós somos confrontados em nossos valores e muitas vezes decisões são tomadas que acabam comprometendo a nossa imagem como profissionais.

O dia do Contabilista não pode ser visto apenas como uma lembrança no calendário apontando para o fato de que o Contador existe. É preciso reforçar a importância de nossa classe na organização social como pessoas que fazem a diferença. Além da relevância técnica e da capacidade pessoal. A grande marca que devemos perseguir é a qualidade ética de nossa categoria no meio empresarial.

Alguém já disse que nada pode ser considerado politicamente correto quando é
moralmente indefensável. Não basta
dizer que um homem chegou ao topo. É preciso saber como chegou. O sinal que distingue uma pessoa de valor neste mundo assinalado pelos escândalos, cada vez mais frequentes, é o atributo moral tão escasso hoje em dia. Precisamos refletir sempre sobre nossa participação como agentes da historia, para que não sejamos cúmplices da desintegração na sociedade.
 Herbert Hoover dizia que uma nação é grande não porque possui represas com grande potencial energético, nem porque possui um parque industrial capaz de produzir todo tipo de bens de consumo, nem porque as reservas bancárias podem garantir o suporte econômico. Uma nação é grande quando, a fibra moral de seus cidadãos suporta os lances da corrupção, sem se deixar vender pelo preço aviltado da indignidade.


Aproveitando esta oportunidade de referência ao Dia do Contabilista quero desejar a todos os colegas o maior êxito em suas atividades e as bênçãos de Deus para suas vidas e de suas famílias. Como instrumento de reflexão: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios.. Salmos 90:12

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 DE ABRIL – DIA DO CONTABILISTA

O mundo vem mudando rapidamente e os princípios éticos são violentados a cada instante por um numero incontável de pessoas. Vivemos numa época em que sucesso é mais importante do que o caráter e os resultados numéricos valem mais do que a pessoa. Todos os dias nós somos confrontados em nossos valores e muitas vezes temos que tomar decisões que acabam comprometendo a nossa imagem como profissionais.
O dia do Contabilista não pode ser visto apenas como uma data no calendário, apontando para o fato de que o Contador existe. É preciso reforçar a importância de nossa classe na organização social como pessoas que fazem à diferença. Além da relevância técnica e da capacidade pessoal, a grande marca que devemos perseguir é a qualidade ética de nossa categoria no meio empresarial.
Alguém já disse que nada pode ser considerado politicamente correto quando é moralmente indefensável. Não basta dizer que um homem chegou ao topo, é preciso saber como chegou. O sinal que distingue uma pessoa de valor neste mundo assinalado pelos escândalos mais freqüentes, é o atributo moral tão escasso hoje em dia.
Precisamos refletir sempre nossa participação como agentes da história, para que não sejamos cúmplices da desintegração da sociedade.
Herbet Hoover dizia que uma nação é grande não porque possue represas com grande potencial energético, nem porque possui um parque industrial capaz de produzir todo tipo de bens de consumo, nem porque as reservas bancárias podem garantir o suporte econômico. Uma nação é grande quando, a fibra moral de seus cidadãos suporta os lances da corrupção, sem se deixar vender pelo preço aviltado da indignidade.
Aproveitando esta oportunidade de referência ao dia do Contabilista quero desejar a todos nós profissionais da Contabilidade o maior êxito em nossas atividades e as bênçãos de Deus para nossas vidas e de nossas famílias. Como instrumento de reflexão: Salmos 90:12 “ Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios”.
A todos um Feliz Dia do Contabilista!!!!!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

VISÃO DA ÉTICA

O homem é livre, mas responsável. Cada ação que se pratica traz resultados que é preciso levar em conta. Talvez o essencial numa ética para nosso tempo, seja isso segundo Renato Janine Ribeiro que escreveu um artigo na  folha de São Paulo : "já não respondemos apenas por nossa "intenção", pelo que nos parece ser a causa interior de agirmos de tal ou qual modo. Respondemos por bem mais: pelos resultados previsiveis de nossa ação". Uma obrigação de lucidez é essencial hoje na ação ética. Se tivermos um elenco de coisas permitidas e proibidas, se nos disserem o que é certo ou errado, é mais tranquilo, é um consolo! Apenas tem-se que obedecer à lista!  Ainda no artigo da Folha o autor coloca que grandes estudiosos e pensadores comprovaram com estudos sérios do homem e da sociedade...é que as ações não podem ser estudadas de maneira isolada. A moral tradicional tende a afirmar que umas condutas são boas e outras não . Mas o que se aprendeu com as ciências do homem é que nenhum ato é bom ou mau em si. Mais ainda, que nenhum ato isolado significa nada. para que uma ação faça sentido, ela se engrena num processo, numa história: tem um passado e um futuro. Por exemplo, em tese o certo é dizer a verdade e o errado mentir. Mas será justo responder com a verdade a um assassino que procura sua vítima? Não posso julgar minha ação sem considerar o que ela produz. Não posso avaliar um ato isolado sem olhar o processo do qual ele faz parte.
Qualquer exame da história , ou mesmo  a simples experiência de vida, já mostra quantas vezes o bem gera o mal, ou o inverso. Essa percepção de que bem e mal se misturam, no correr de uma história, no desdobrar-se de uma vida, talvez seja uma das noções que mais concorreu para definir a modernidade , ao romper com os quadros mentais herdados da idade Média. Quando Maquiavel observou que a crueldade de um principe às vezes faz os súditos sofrerem menos do que a bondade atabalhoada de outro. Não estava defendendo a prática do mal, mas apenas, abrindo espaço para relativizar este conceito, vendo-o numa perspectiva mais ampla, a da sociedade e a da história.
Assim o dado essencial da ética, hoje, é a dificuldade de se dizer qual a melhor ação: o preço da liberdade é a angústia de quem tateia por uma resposta. Num mundo em que sumiram as velhas verdades dadas, o sujeito ético sente-se tão perdido como um estranho no meio da cidade grande.É dificil eliminar essa dor  e perplexidade. Qualquer autêntica preocupação com a ética  terá que lidar com bem mais que a lista do certo e errado, da honestidade versus desonestidade. Não pode se reduzir a examinar fatos isolados , mas precisa considerar como eles se engrenam na vida de um povo, ou na história de numa pessoa: como concorrem para a liberdade, ou a escravidão, para a miséria ou o fim desta. Estas questões são dificies, até porque não existe uma divisão  em que o bem esteja de um lado e o mal de outro, e a escolha é sempre dolorosa . Mas dessa dor, que está na raiz da liberdade humana , que decorre do fato de termos a cada opção de abrir mão de algo, ninguem nunca nos isentará.
Até o proximo post!!!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

REFLEXÕES ÉTICAS

Quero estar postando algumas reflexões éticas extraidas do livro: Ética: a revolução necessária. Livro esse escrito pelo saudoso e querido amigo professor Antonio Lopes de Sá.
O post de hoje coloquei o título: Reflexões Éticas. Vivemos dias onde a ética parece estar distante. Abrimos jornais, assistimos na televisão e nos deparamos com fatos que muitas vezes nos chocam em termos da ética em qualquer campo. Por isso é bom refletirmos um pouquinho sobre o tema:
"Em um mesmo momento onde a alegria e a satisfação preenchem, a vida de um ser, ocorrem a dor e a insatisfação de outro...
Os erros, os acertos, estes que assim se classificam em face da conduta humana diante de tudo isto, também, suscitam dúvidas. Isto porque coisas erradas abriram caminhos para coisas certas e estas voltaram a ensejar coisas erradas no curso da história da humanidade.
Nem tudo o que se afigura como um mal deveras o é. Grandes erros abriram caminhos para grandes acertos. Erros podem ensejar acertos e acertos podem-se perder em erros. Todas as pessoas falham, mas, o engano pode ser o princípio de um sucesso, se dele extrairmos a lição que nos oferece. Muitas interrogações podem ficar sem respostas em nossas reflexões, mas, tudo nos indica que os acertos, as falhas, são coisas que sinalizam nossas vidas e que os devemos ter como indicadores de um caminho a seguir.
Não parece haver dúvidas que é o bem aquilo que por natureza nos deva realmente trazer a felicidade. Uma mesma coisa, em um mesmo tempo, pode causar a felicidade de uma pessoa e a infelicidade de outra, dependendo de quem analisa o fato.
Porém nosso dever ético é, todavia, o que nos exige o esforço para entender qual o comportamento que não nos prejudique e nem prejudique a terceiros. A forma dissimilar como o conceito de felicidade é tido não deve implicar no comodismo de só aceitar esta verdade sem se esforçar por alcançar o interesse de outrem, em conciliação com aquele que é nosso.
A consciência ética exige "a ação certa" como cumprimento do destino e começa dentro de cada um de nós quando aceitamos que as verdadeiras riquezas são as do amor, essas que nos levam a sabedoria de entender que somos um instrumento que cumpre uma missão e que esta é a de aprimorar-se pela transformação útil, ensejando também o aprimoramento de nossos semelhantes".
Até o próximo post.

terça-feira, 8 de junho de 2010

ETICA DA PERFEIÇÃO E CONTABILIDADE

O dia de hoje é de luto para a classe contábil brasileira com  a perda de um dos seus ícones. O Brasil perde com o intelectual, o filósofo e historiador respeitado, a meu ver o maior cientista contábil que o Brasil já teve, o ilustre Professor Contador ANTÔNIO LOPES DE SÁ. Me considero uma privilegiada por ter desfrutado de sua amizade e de tido a oportunidade de apreciar e aprender com suas palestras nos mais importantes eventos da classe contábil. Hoje somente tristeza e saudades. Concordando com o que está no site do CFC:  " Na centena de livros e milhares de artigos publicados; nos trabalhos impregnados pela marca do seu gênio; deixa-nos o pranteado líder e criador de doutrinas um patrimônio de valor inestimável; para ser explorado e levado a crédito das futuras gerações de profissionais da Contabilidade".
Como uma singela homenagem quero neste espaço postar um dos seus inúmeros artigos:
ETICA DA PERFEIÇÃO E CONTABILIDADE
A busca de uma perfeição, através do conhecimento, foi uma característica do Renascimento .
O século XV, trouxe, inquestionavelmente, ao mundo, um estágio de civilização preocupado com a melhoria do homem .
A Contabilidade também beneficiou-se disto, com o aparecimento da obra de Luca Pacioli, egressa de um ser humano que trabalhou tanto na área do aperfeiçoamento que também escreveu «As divinas proporções» (sobre Luca Pacioli ver nosso livro Historia Geral e das Doutrinas da Contabilidade, Editora Atlas) .
A ligação intelectual entre Leonardo Da Vinci e o frei das Partidas Dobradas, a ambos beneficiou porque os uniu no mesmo ideal de perfeição .
O retorno da filosofia de Platão, o avanço nas conquistas da geometria, a maior penetração do mundo artístico, ajudaram o progresso humano de forma expressiva , sempre somando para buscar o melhor .
Uma «Ética da Perfeição» parecia ser a constante entre os lideres intelectuais da época e disto todos nós, até nossos dias, nos beneficiamos .
Qual, todavia, na atualidade, seria o posicionamento dentro de tal ótica ?
Teria o homem alienado sua forma subjetiva de pensar em face da mídia eletrônica, dos amplos recursos tecnológicos desse século que expira ?
Deveríamos nós, contadores e técnicos em Contabilidade, ceder à essa euforia do individualismo grosseiro que dominou o próprio mundo dirigente de hoje, em quase todas as partes do mundo ?
A decadência do socialismo soviético e o canibalismo do capitalismo imperialista, mostram-nos extremos de fracassos políticos em termos éticos e morais, no campo da sociedade em que nos inserimos ; como comportar diante de tudo isto ?
Que tipo de perfeição seria a exigível ?
Poderíamos falar de uma Ética Profissional preocupada com a «perfeição»?
Existiria uma «perfeição» do século XV e uma outra do século XX ?
A consideração dessa matéria, observada sob o prisma do Homem, como Ser, parece-me exigir, sem dúvida, a fixação de duas premissas preliminares e essenciais.
A primeira, relativa ao conceito de «Perfeição» e a segunda, ao conceito de «Ética» .
Não me parece lógico falar-se de uma «Ética da Perfeição» sem uma plena compreensão dos conceitos que abrange .
Aristóteles viu na perfeição ângulos distintos , ou sejam 1) o que se relaciona a fazer-se o que não pode ser ultrapassado, 2) ao que consegue executar um fim ideal e o 3) tão especial que nada a ele se compara .
Como pai de uma Ética que até hoje tem sua rara influência no campo do comportamento humano, o sábio grego conseguiu lançar fundamentos conceituais que ainda nos parecem inalteráveis .
Outros grandes pensadores buscaram outras faces dessa verdade e Tomás de Aquino, ainda com influência aristotélica, chegou a distinguir a Perfeição em : 1) o que é por si essencialmente perfeito e 2) aquilo que se avizinha ao máximo de um fim ideal que se toma como perfeito .
Kant não se distanciaria muito do que o grande filosofo católico estabelecera e assim, até nossos dias, continuamos a entender o «perfeito» sob tais dimensões .
Essa integridade, esse compromisso de se realizar o que é mais próximo de um fim determinado, parece ser o conceito relativo de perfeição que se pode atribuir ao homem .
E qual seria o fim em uma atividade profissional , especialmente no campo da Contabilidade em um mundo contaminado pela corrupção, pela violência, pela ambição e por um exacerbado desejo de Poder ?
Em minha forma de entender admito, como já o admitia Buda, há 2.500 anos atrás, que devemos viver no mundo sem obrigatoriamente estarmos de acordo com ele .
Ou seja, se muitos praticam defeitos e vícios, não significa que devamos seguir tal forma de proceder .
Como lecionou o filosofo oriental referido, «podemos viver entre ladrões e criminosos sem sermos ladrões e criminosos» .
Entendo que quatro atributos do espírito devem ser evocados quando se fala de uma conduta profissional, de um fim ideal a ser alcançado e eles são os do 1) amor ao que se faz e para quem se faz , 2) conhecimento racional e profundo do que se exercita, 3) trabalho ativo e concentrado no que se executa e 4) permanente reflexão sobre a coisa executada ou aquela a ser ainda realizada .
A conduta dimanada de uma vontade consciente do homem indica a sua qualidade no campo ético e assim entendo a Ética (ver nosso livro Ética Profissional, Editora Atlas) .
Quando essa qualidade se inclina para a virtude, para a Perfeição, completa-se o ciclo e nos autoriza a afirmar que se cumpre a «Ética do Perfeito» .
Isto porque : é da natureza do «perfeito» produzir a «perfeição» .
É preciso, ainda, no campo contabilístico, ter em mente que nossa disciplina está a serviço do homem, do social e que embora tudo seja evolutivo, não seria racional incluir, em suas transformações, a deformação da virtude, como efeito do progresso .
Nossa meta está em associar os interesses da célula social (empresa ou instituição) aos interesses maiores das comunidades humanas, dentro de uma hierarquia de vizinhanças (a cidade, a província, o país, etc.) .
Possuímos sérias responsabilidades para com a Sociedade, para com a Pátria, para com a Humanidade , mas, nosso cuidado primeiro, deve iniciar-se pela empresa, pela instituição, em nosso compromisso virtuoso com a mesma .
Social não quer dizer, para mim, o mesmo que «Estado» e nem o interesse dos que o dirigem, mas, essencialmente ao que se refere ao coletivo humano , ao comunitário e que nem sempre tem os mesmos anseios e necessidades que o da esfera dirigente .
Cada vez mais a Contabilidade transcende os limites individuais para tornar-se um conhecimento que milita em favor do holístico, embora nossa esfera de ação seja, ainda, a azienda, a célula .
Esta a conclusão de minha Teoria das Funções (ver sobre o assunto o meu livro Teoria da Contabilidade, editora Atlas) quando enuncio que sendo a Contabilidade a ciência competente para tornar racional o uso da riqueza, na satisfação das necessidades das células sociais, a sociedade só estará em equilíbrio, quanto ao bem estar material dos homens , quando todas as células também o estiverem ; daí a responsabilidade na aplicação de nosso conhecimento dentro de um grande fim, de um grande ideal .
Se estivermos conscientes de que nosso papel é o de orientar racionalmente as empresas a conseguirem comportamentos patrimoniais eficazes, para elas, para o todo, estaremos praticando uma conduta sadia, estaremos praticando a Ética da Perfeição através da Contabilidade .
Não existe uma perfeição dos séculos antes de Cristo, nem só do século XV e ainda uma outra do século XX, mas, uma só e que se identifica por ter como finalidade a atingir a virtude , através da qual se deseja e faz para o nosso semelhante o que para nós almejamos e fazemos de melhor .
Prof. Dr. Antônio Lopes de Sá